quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Homenagem a Bento

I
A ficha inda não caiu
Parece que estou tonto
Para fazer um poema
Ou para criar um conto
Pois tudo o quanto fazia
Até mesmo a poesia
Bento era a vírgula e ponto

II
Era um amigo pronto
Para toda ocasião
Tinha um milhão de amigos
E era assim pra cada irmão
Sempre correto comigo
Porque Bento como amigo
Valia por um milhão

III
Dizem que os dedos da mão
Representam quantidade
E que cada dedo exprime
Um amigo de verdade
Se você tiver os dez
De amigos bons e fiéis
Pode rezar a vontade

IV
Porque hoje na verdade
Esta afirmação aceito
Perdi com a morte de Bento
O meu polegar direito
Na mudança dos perfis
Ganhei uma cicatriz
De saudades do meu peito

V
Era um amigo do peito
De fé e de sentimento
Um amigo toda hora
Amigo a todo momento
Quem a ele procurava
Solícito sempre encontrava
Com o sorriso de Bento

VI
Esse sorriso de Bento
Jamais se apagará
Em Maria e nos seus filhos
Ele continuará
Dona Helena e cada irmão
E em Clarissa sua paixão
Ele sempre viverá

*Poesia declamada na missa de sétimo dia de Bento

domingo, 23 de outubro de 2011

Oposição por oposição

I
Papel da oposição
Eu sei que é de contestar
Mas também criar projetos
Que se possa executar
Aqui nós não vemos isso
Cansamos do rebuliço
Tá na hora de mudar

II
Deixe o Mago trabalhar
Que o estado se propaga
Cícero e Cássio já passaram
Maranhão, Wilson Braga
Que essa mensagem se exiba
Ricardo pra Paraíba
Para João Pessoa, Agra

III
Deixe Luciano Agra
Concluir sua missão
Se ele está trabalhando
Vamos pra reeleição
Se ele enganar o povo
Vamos em busca do novo
No time da oposição

IV
E a mesma situação
Para Ricardo Coutinho
Que ele assumiu agora
Quantas pedras no caminho
Só ódio do outro lado
Que ele só tem pisado
Sobre ponta de espinho

V
Esperemos um pouquinho
A chance a ele se dê
E depois de quatro anos
Tanto eu quanto você
Se o Mago fracassar
Em outro vamos votar
Aí sim, temos porque

VI
Oposição na PB
Tá fazendo um papel feio
Do pão que o diabo amassou
Ela serve de recheio
Numa atitude suicida
Porque está mais perdida
Do que cego em tiroteio

... Depois da última pesquisa

A pesquisa eleitoral
É festa da oposição
Ela hoje está contente
Do litoral ao sertão
Só não faz o que precisa

Porque ganha na pesquisa
Mas perde na eleição



sábado, 13 de agosto de 2011

Receita de Amor

Uma luta com muita disciplina
Que Tássia trilhou todo momento
Com trabalho, denodo e com talento
Ao encontro do sonho de menina

Estudar, pesquisar sua rotina
No limite do tempo, cem por cento
Carregando no peito o sentimento
De uma entrega total à medicina

A família festeja do seu lado
O diploma de médica conquistado
No verdor de tão bela juventude

A primeira batalha foi vencida
Das que Deus escolheu pra sua vida
De lutar com amor pela saúde

*Soneto feito à sua sobrinha Tássia ao terminar o curso de Medicina

domingo, 7 de agosto de 2011

Acorda Brasil, acorda

I
Acorda Brasil, acorda
Já é tempo de acordar
Mas é preciso uma corda
Para os ladrões amarrar

II
Nesse país continente
Pro ralo o dinheiro vai
Do nordeste do oxente
Ao sudeste do uai

III
Oh! Brasil que não tem jeito
Com tanta gente que furta
Povo da memória curta
Que acha tudo perfeito
Que o político sem conceito
Esnoba na eleição
Com o dinheiro na mão
O voto do pobre atrai
E o nosso dinheiro vai
Pro ralo corrupção

IV
Eita país da propina
Do jeitinho brasileiro
Que a farra do dinheiro
Acontece em todo esquina
Que há anos contamina
A moral dessa nação
Que o político ladrão
Na ratoeira não cai
E o nosso dinheiro vai
Pro ralo corrupção

V
Brasil da impunidade
Porque a justiça é lenta
E o político se isenta
Porque tem imunidade
Cresce a criminalidade
Por falta de educação
Começou na fundação
E esse vício nunca sai
E o nosso dinheiro vai
Pro ralo corrupção

VI
Brasil que só tem artista
Nessa arte de enganar
Quem tem grana pra comprar
O seu diploma conquista
País aonde o lobista
Tem status de barão
Quando se fala em prisão
Pra justiça diz bye-bye
E o nosso dinheiro vai
Pro ralo corrupção

VII
Desde o tempo de Cabral
Que o Brasil não é sério
Que roubar não é mistério
Do cruzeiro pro real
No Distrito Federal
Se instalou o mensalão
Pra receber comissão
Do empréstimo que contrai
E o nosso dinheiro vai
Pro ralo corrupção

VIII
Brasil de um povo sofrido
Que suporta tanto tranco
Que o dinheiro do banco
Vai para as mãos do bandido
E assim mesmo tem crescido
Com tanta esculhambação
Brasil pentacampeão
Que da roubalheira é pai
E o nosso dinheiro vai
Pro ralo corrupção

IX
Disse antes de morrer
Rui Barbosa em manifesto
Que o brasileiro vai ter
Vergonha de ser honesto

X
Sou um brasileiro honesto
Que por direito inda sonha
Que faço esse manifesto
Pra que criemos vergonha

Veja esse poema declamado no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=S8Q4Qy5Z53k

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Construção de um sonho

Um plano de vida arquitetado
No caderno de sonhos da criança
O pincel de madeira da esperança
No terreiro de casa desenhado

Com seus pais o projeto elaborado
Nos pilares da fé e confiança
Quem planeja com Deus no fim alcança
E Vinícius agora está formado

Neste dia recorda tão feliz
O desenho que fez e os perfis
Do castelo de sonhos no terreiro

Que o site da mente guardou tudo
Cada passo que deu pelo canudo
Que o faz nessa noite um engenheiro

*Soneto feito ao jovem Vinícius Feitosa ao terminar o curso de Engenheiro Civil

sexta-feira, 24 de junho de 2011

São João do Cajueiro

I
Eu fico na minha casa
A saudade eu sei que voa
Partindo de João Pessoa
Deixando meu peito em brasa
E como não tenho asa
Eu sofro resignado
Pois o tempo tem queimado
A lenha da minha idade
Aí como tenho saudade
Do São João do passado

II
O São João do passado
Era puro e verdadeiro
Da fogueira, milho assado
Do forró pelo terreiro
Nessa saudade se integre
Pra recordar Monte Alegre
Na festa do Cajueiro

III
Que a festa do Cajueiro
Tenha o maior bom astral
Com bandeiras e balões
Colorindo o visual
Muita comida gostosa
E a família Feitosa
O cardápio principal

IV
Porque é fundamental
A lembrança de Pai João
O saudoso João Feitosa
O símbolo da tradição
Quem é que não lembra dele
Tudo aqui parece ele
Que amava tanto esse chão

V
Um filme de emoção
Passa em cada memória
Toda a vida de Pai João
Toda a sua trajetória
Três casamentos de amores
Foi com Maria das Dores
Que começou essa história

VI
Foi um período de glória
Que tanto afeto continha
E desse inverno tão curto
Ficou uma sementinha
Um filho muito querido
Que tornou-se conhecido
Com o nome de Feitosinha

VII
Um outro amor foi Zefinha
No segunfo casamento
De tantas festas juninas
Trabalho e divertimento
Que foram fazendo os trilhos
Pra conduzir os seis filhos
No mais belo sentimento

VIII
Vem o primeiro rebento
Foi José do Cajueiro
Depois nascia o Antonio
Forte igual um juazeiro
Com Lourdes mudava a trilha
Nascia a primeira filha
Desse amor tão verdadeiro

IX
Geraldo nasceu fagueiro
Com tanta festividade
O quinto foi Seu Arnoud
Desse ninho de amizade
E Seu Chico encerraria
Esse círculo de alegria
De paz e felicidade

X
Teve continuidade
A sua história de amor
Ele era abençoado
Por Deus o nosso senhor
Que deu pra João Feitosa
Um casamento com Rosa
Que tinha o nome de Flor

XI
No seu jardim de amor
Quatro rosas na roseira
Zefinha "Dona Dodó"
No jardim foi a primeira
A segunda foi Vicentão
O caçula do Pai João
E Nadir foi a terceira

XII
Neli foi a derradeira
Pra brilhar nesse farol
Com três luas diferentes
Nos raios de um único sol
Pai João forte igual bronze
Foi o genitor dos onze
Um time de futebol

XIII
O time de futebol
Multiplicou-se por dois
Porque cada uma semente
Com seu par se compos
Numa outra trajetória
Cada um com sua história
Que contaremos depois

XIV
Formou-se um baião de dois
De Adélia com Feitosinha
Dona Lila de José
Tornou-se a sua rainha
Bernadete com Antonio
Era mais um matrimônio
Que no Monte Alegre tinha

XV
Lourdes seguiu nessa linha
Com Antonio se casou
Geraldo com Valdelice
Maria com Seu Arnoud
Que festa maravilhosa
Seu Chico em Dona Carmosa
A sua miss encontrou

XVI
Dona Zefinha casou
Com seu querido Chiquinho
Vicentão fez com Tutu
Um maravilhosa ninho
Adalberto com Nadir
Hilton encontrou em Neli
Sua fonte de carinho

XVII
Do engenho de carinho
Pai João foi o arquiteto
Dos filhos, noras e genros
O alicerce completo
Muitos já estão no céu
E o Cajueiro o troféu
De neto a tataraneto

XVIII
Que seja um São João repleto
De amor e de esperança
Que o fogo da fogueira
Não queime nossa lembrança
Que o adulto do presente
Ele foi antigamente
Nesse terreiro a criança

domingo, 12 de junho de 2011

Páscoa

I
Se a Páscoa é liberdade
Aproveite e se liberte
Quem na Páscoa se converte
Terá mais felicidade
Porque a fraternidade
Na mesma medida vem
Não é só dizendo amém
Que a prática se perpetua
A sobra que tem na sua
Falta na mesa de alguém

II
Que nesta Semana Santa
Não negue de modo algum
A quem lhe pedir jejum
No café, almoço ou janta
A sua mesa tem tanta
A mesa dele está sem
Com aquele que não tem
Você que tem, distribua
A sobra que tem na sua
Falta na mesa de alguém

III
Não deixe voltar vazia
A mão de nenhum mendigo
Que pedir no seu abrigo
Uma ajuda neste dia
Que desta filosofia
Não se exclua ninguém
Que possa fazer o bem
A quem padece na rua
A sobra que tem na sua
Falta na mesa de alguém

IV
A Páscoa só é completa
Se houver a doação
Com fé e a devoção
Que só Jesus interpreta
Porque doar foi a meta
Do salvador de Belém
Você doando também
Cristo em você continua
A sobra que tem na sua
Falta na mesa de alguém