sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Homenagem a Dominguinhos

I

Partiu nosso Dominguinhos
Pro reino da eternidade
Deixando em nosso forró
Um turbilhão de saudade
O Brasil todo chorou
E a sanfona ficou
Sem a sua majestade

II
No céu da eternidade
Houve uma recepção
Com Lidú e Marinez
E com Elino Julião
Sivuca seu companheiro
Com o Jackson do Pandeiro
E Luiz Rei do Baião

III
Nessa manifestação
Uma inversão se encerra
Com forró e com baião
Raízes do pé da serra
A sanfona o seu troféu
Muitos sorrisos no céu
E muitas lágrimas na terra
  
IV
Garanhuns a sua terra
Lhe prestou grande tributo
Pernambuco o seu estado
Com tristeza está de luto
Porque um rei não se clona
E para a sua sanfona
Não tem um substituto

V
Não tem um substituto
Para o nosso Dominguinhos
Nunca mais vamos ouvir
Seus acordes com carinhos
Nos seus dedos de magia
Com a mesma sinfonia
De um coral de passarinhos

VI
Eu sou fã de Dominguinhos
Desde o tempo de menino
Pois a sua melodia
Pro nordestino é um hino
Sua alma está feliz
Cantando com a de Luiz
No Paraíso Divino


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Papa Brasileiro


I
Se um papa brasileiro
For eleito dessa vez
Nós veremos em um mês
Um impeachment pioneiro
Por desvio de dinheiro
E por fisiologismo
Aliado ao nepotismo
Com tráfego de influência
Tudo na obediência
Ao neoliberalismo

II
A razão do Vaticano
Vai se mudar pra história
Por medida provisória
Vai se chamar Brasilcano
E terá o soberano
Oito anos de mandato
E outro importante ato
Na mesma medida vem
De permutar por harém
A ordem do celibato


III
Com essa transformação
Vai ganhar o santo Papa
Um vice na sua chapa
Direito a reeleição
Uma maluficação
Nas encíclicas papais
E pra unir os cardeais
Em torno do frenesi
Vem o FMI
Com os santos capitais

IV
Outro importante projeto
O padre vai se casar
Um bom salário ganhar
E em dólares será o teto
Um carro novo completo
Para o seu deslocamento
Comissão de dez por cento
Será implantada em breve
Mais o direito de greve
Pro padre pedir aumento


V
Um clero com mordomia
E o jeitinho brasileiro
Férias com décimo terceiro
Mais aposentadoria
Porém na eucaristia
Não pode haver ruptura
É passível de censura
Trocar vinho por cerveja
Obrigando a Santa Igreja
Implantar a ditadura


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Homenagem a Bento

I
A ficha inda não caiu
Parece que estou tonto
Para fazer um poema
Ou para criar um conto
Pois tudo o quanto fazia
Até mesmo a poesia
Bento era a vírgula e ponto

II
Era um amigo pronto
Para toda ocasião
Tinha um milhão de amigos
E era assim pra cada irmão
Sempre correto comigo
Porque Bento como amigo
Valia por um milhão

III
Dizem que os dedos da mão
Representam quantidade
E que cada dedo exprime
Um amigo de verdade
Se você tiver os dez
De amigos bons e fiéis
Pode rezar a vontade

IV
Porque hoje na verdade
Esta afirmação aceito
Perdi com a morte de Bento
O meu polegar direito
Na mudança dos perfis
Ganhei uma cicatriz
De saudades do meu peito

V
Era um amigo do peito
De fé e de sentimento
Um amigo toda hora
Amigo a todo momento
Quem a ele procurava
Solícito sempre encontrava
Com o sorriso de Bento

VI
Esse sorriso de Bento
Jamais se apagará
Em Maria e nos seus filhos
Ele continuará
Dona Helena e cada irmão
E em Clarissa sua paixão
Ele sempre viverá

*Poesia declamada na missa de sétimo dia de Bento

domingo, 23 de outubro de 2011

Oposição por oposição

I
Papel da oposição
Eu sei que é de contestar
Mas também criar projetos
Que se possa executar
Aqui nós não vemos isso
Cansamos do rebuliço
Tá na hora de mudar

II
Deixe o Mago trabalhar
Que o estado se propaga
Cícero e Cássio já passaram
Maranhão, Wilson Braga
Que essa mensagem se exiba
Ricardo pra Paraíba
Para João Pessoa, Agra

III
Deixe Luciano Agra
Concluir sua missão
Se ele está trabalhando
Vamos pra reeleição
Se ele enganar o povo
Vamos em busca do novo
No time da oposição

IV
E a mesma situação
Para Ricardo Coutinho
Que ele assumiu agora
Quantas pedras no caminho
Só ódio do outro lado
Que ele só tem pisado
Sobre ponta de espinho

V
Esperemos um pouquinho
A chance a ele se dê
E depois de quatro anos
Tanto eu quanto você
Se o Mago fracassar
Em outro vamos votar
Aí sim, temos porque

VI
Oposição na PB
Tá fazendo um papel feio
Do pão que o diabo amassou
Ela serve de recheio
Numa atitude suicida
Porque está mais perdida
Do que cego em tiroteio

... Depois da última pesquisa

A pesquisa eleitoral
É festa da oposição
Ela hoje está contente
Do litoral ao sertão
Só não faz o que precisa

Porque ganha na pesquisa
Mas perde na eleição



sábado, 13 de agosto de 2011

Receita de Amor

Uma luta com muita disciplina
Que Tássia trilhou todo momento
Com trabalho, denodo e com talento
Ao encontro do sonho de menina

Estudar, pesquisar sua rotina
No limite do tempo, cem por cento
Carregando no peito o sentimento
De uma entrega total à medicina

A família festeja do seu lado
O diploma de médica conquistado
No verdor de tão bela juventude

A primeira batalha foi vencida
Das que Deus escolheu pra sua vida
De lutar com amor pela saúde

*Soneto feito à sua sobrinha Tássia ao terminar o curso de Medicina

domingo, 7 de agosto de 2011

Acorda Brasil, acorda

I
Acorda Brasil, acorda
Já é tempo de acordar
Mas é preciso uma corda
Para os ladrões amarrar

II
Nesse país continente
Pro ralo o dinheiro vai
Do nordeste do oxente
Ao sudeste do uai

III
Oh! Brasil que não tem jeito
Com tanta gente que furta
Povo da memória curta
Que acha tudo perfeito
Que o político sem conceito
Esnoba na eleição
Com o dinheiro na mão
O voto do pobre atrai
E o nosso dinheiro vai
Pro ralo corrupção

IV
Eita país da propina
Do jeitinho brasileiro
Que a farra do dinheiro
Acontece em todo esquina
Que há anos contamina
A moral dessa nação
Que o político ladrão
Na ratoeira não cai
E o nosso dinheiro vai
Pro ralo corrupção

V
Brasil da impunidade
Porque a justiça é lenta
E o político se isenta
Porque tem imunidade
Cresce a criminalidade
Por falta de educação
Começou na fundação
E esse vício nunca sai
E o nosso dinheiro vai
Pro ralo corrupção

VI
Brasil que só tem artista
Nessa arte de enganar
Quem tem grana pra comprar
O seu diploma conquista
País aonde o lobista
Tem status de barão
Quando se fala em prisão
Pra justiça diz bye-bye
E o nosso dinheiro vai
Pro ralo corrupção

VII
Desde o tempo de Cabral
Que o Brasil não é sério
Que roubar não é mistério
Do cruzeiro pro real
No Distrito Federal
Se instalou o mensalão
Pra receber comissão
Do empréstimo que contrai
E o nosso dinheiro vai
Pro ralo corrupção

VIII
Brasil de um povo sofrido
Que suporta tanto tranco
Que o dinheiro do banco
Vai para as mãos do bandido
E assim mesmo tem crescido
Com tanta esculhambação
Brasil pentacampeão
Que da roubalheira é pai
E o nosso dinheiro vai
Pro ralo corrupção

IX
Disse antes de morrer
Rui Barbosa em manifesto
Que o brasileiro vai ter
Vergonha de ser honesto

X
Sou um brasileiro honesto
Que por direito inda sonha
Que faço esse manifesto
Pra que criemos vergonha

Veja esse poema declamado no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=S8Q4Qy5Z53k

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Construção de um sonho

Um plano de vida arquitetado
No caderno de sonhos da criança
O pincel de madeira da esperança
No terreiro de casa desenhado

Com seus pais o projeto elaborado
Nos pilares da fé e confiança
Quem planeja com Deus no fim alcança
E Vinícius agora está formado

Neste dia recorda tão feliz
O desenho que fez e os perfis
Do castelo de sonhos no terreiro

Que o site da mente guardou tudo
Cada passo que deu pelo canudo
Que o faz nessa noite um engenheiro

*Soneto feito ao jovem Vinícius Feitosa ao terminar o curso de Engenheiro Civil