segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Odontóloga

Odonto era um sonho de criança
Que agora Beatriz realizou
Não foi fácil o caminho que trilhou
Sem perder nenhum dia a esperança

Passo a passo seguiu com confiança
O projeto que cedo elaborou
E na fonte dos livros pesquisou
A odontologia que hoje alcança

Para ela se abre um novo sonho
Mais completo, mais belo e mais risonho
Pro dentista deixar de ser um mito

Como as graças de Deus nosso Senhor
A broca da mão e muito amor
Vai fazer seu sorriso mais bonito

*Soneto feito à minha filha Beatriz ao terminar seu curso de Odontologia

Canhoto no Direito

Ao Direito o canhoto se apega
Mergulhado nos livros do saber
E na jurisprudência do dever
De corpo e de alma ele se entrega

O espírito do justo ele carrega
Mais a força sublime do querer
Para que a justiça possa ver
E mudar o estigma de que é cega

Pra julgar igualmente rico e pobre
O palácio da lei que é tão nobre
Escancare pra todos suas portas

Nessa busca Bertonio estará perto
Porque sabe que Deus escreve certo
O Direito da vida em linhas tortas

*Soneto feito ao meu filho Bertonio ao terminar seu curso de Direito

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Homenagem a Antônio Mangueira

I
O Rei do alternador
Torna-se agora saudade
Parte pra eternidade
O céu do nosso Senhor
Foi um exemplo de amor
Ao lado da companheira
Com sua família inteira
Que bonita trajetória
Para compor a história
Do mestre Antônio Mangueira

II
Querido Antônio Mangueira
Por todos trabalhos seus
Cajazeiras comovida
Une-se aos votos meus
Que o mestre dos motores
Vai distribuir amores
No paraíso de Deus.

Jatobá
*Feita no seu velório em 18/12/2010

Homenagem a Epitácio Leite Rolim

I
Mãe Aninha o seu jardim
Manda-lhe uma das flores
Um dos grandes benfeitores
Da terra Padre Rolim
Que tinha um amor sem fim
A esposa e a cidade
Que hoje choram com saudade
Cantando a canção do adeus
Sua alma vai pra Deus
No céu da eternidade.

II
Epitácio foi pudor
Foi honradez e respeito
Desse brilhante conceito
Ele foi merecedor
Deixa um legado de amor
De fé e serenidade
Símbolo de honestidade
De político, médico e pai
Pro céu sua alma vai
E o mito vira saudade.

Jatobá
*Feita no seu velório em 18/12/2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Tiriricarização

I
O Congresso Brasil se qualifica
No deboche ganhou muitos artistas
Alguns mágicos também malabaristas
E um grande palhaço, o Tiririca
Nosso Circo Brasil agora fica
Muito bom pra fazer comerciais
Nas revistas, tvs e nos jornais
Esses caras farão muito sucesso
Só faltava um palhaço no Congresso
Tiririca chegou, não falta mais.

II
Ele é um analfa verdadeiro
Que não faz um bilhete em quatro linhas
Vai agora fazer suas gracinhas
Lá na Câmara seu novo picadeiro
Encontrou nova fonte de dinheiro
Um Congresso de dólares e reais
Que faz a gente sentir dos generais
Uma triste lembrança que confesso
Só faltava um palhaço no Congresso
Tiririca chegou, não falta mais.

III
O Teatro Brasil está completo
Tem amostras de tudo que é preciso
Tem fantasma, tem drama e tem sorriso
E poliglota escutando analfabeto
Se o povo não cassa com seu veto
E a justiça se dobra aos capitais
Para entrar nesse circo de chacais
O dinheiro na mão compra o ingresso
Só faltava um palhaço no Congresso
Tiririca chegou, não falta mais.

IV
Esse fato divide opiniões
No Brasil o problema é muito crítico
Analfabeto escolar e o político
Se alastram em todas regiões
Consagrados em todas eleições
A reboque de mídias imorais
Independem de classes sociais
O que faz aumentar o retrocesso
Só faltava um palhaço no Congresso
Tiririca chegou, não falta mais.

Jatobá




domingo, 5 de setembro de 2010

Ficha Limpa

I
Que esse ano o eleitor
Possa punir a trapaça
Votando limpo ele cassa
O político fraudador
O seu voto um caçador
Que atire pra valer
Com a força de abater
Quem tá na alça de mira
Só o voto limpo tira
Ficha suja do poder

II
Pesquise dele o passado
Olhe também seu presente
Que o eleitor consciente
Tem que tá bem informado
Para não votar errado
E depois se arrepender
de com seu voto eleger
Um candidato traira
Só o voto limpo tira
Ficha suja do poder

III
Olhe bem onde ele atua
Veja qual é o seu partido
Se ele esteve envolvido
Em alguma falcatrua
Pois a decisão é sua
Você tem que o conhecer
Pra urna eletrônica ter
Resposta da sua ira
Só o voto limpo tira
Ficha suja do poder

IV
Que o povo brasileiro
Tenha o poder de juiz
Pra limpar esse país
Sujo igual um galinheiro
Não se vender por dinheiro
Na hora de escolher
Pra que possamos varrer
A política da mentira
Só o voto limpo tira
Ficha suja do poder

Jatobá



Quarenta anos de Raimundo Nonato Neto

I
Dois mil e dez quarta-feira
Nesse onze de agosto
Com um sorriso no rosto
Pra seguir sua carreira
A viola a companheira
Nonato a outra metade
Com a sensibilidade
e o coração de criança
Raimundo Nonato alcança
Mais um degrau da idade

II
Sendo um perfeito arquiteto
Dessa construção poética
E no gramado da ética
Ele é um craque completo
Raimundo Nonato Neto
Vai construindo amizade
Deixando a posteridade
Todo trabalho que lança
Raimundo Nonato alcança
Mais um degrau da idade

III
É um astro do repente
No palco da Beira-Rio
Na canção do desafio
Beira-mar ou rojão quente
De vate tem a patente
Pela criatividade
Dial de sonoridade
Que não treme nem balança
Raimundo Nonato alcança
Mais um degrau da idade

IV
Um dos cantadores natos
Desta nobre profissão
Pois formou-se no sertão
Das campinas e regatos
Uma asa dos Nonatos
Que voa com liberdade
Pra manter a unidade
Dessa perfeita aliança
Raimundo Nonato alcança
Mais um degrau da idade

V
Vai mantendo as tradições
Da terra paraibana
Pedro Artur e Mariana
As suas doces canções
No embate dos baiões
Tem força de tempestade
Com uma sagacidade
Que só Isabel lhe amansa
Raimundo Nonato alcança
Mais um degrau da idade

VI
Poeta que a cada dia
Vai acumulando pontos
Aqui no Cantos e Contos
E no mundo da cantoria
Seu castelo de poesia
Constrói com simplicidade
Com paredes da humildade
E portas da esperança
Raimundo Nonato alcança
Quarenta anos de idade

Jatobá

Homenagem ao poeta Raimundo Nonato, da dupla Os Nonatos, declamada em 11/08/10 no programa Cantos e Contos